Equipamentos para BGP e peering
Roteadores com memória para tabela completa, portas 100G e folga de sessões para participar do IX.br e trocar trânsito por peering local.
- Empresa em Miami, Flórida
- Exportamos para toda a América Latina
- Equipamentos novos e recondicionados certificados
- Garantia e suporte técnico
- Atendimento em português, espanhol e inglês
- Cotações rápidas
Fazer BGP no Brasil hoje significa, na prática, participar do IX.br. Com 50 Tbps agregados em 39 regiões metropolitanas em março de 2026, o PTT deixou de ser diferencial e virou condição de custo: um provedor que entrega todo o tráfego por trânsito internacional paga por megabit o que o concorrente conectado ao PTT já não paga. A escolha do roteador de borda deriva disso. Não é uma decisão de throughput, é uma decisão sobre quantas sessões e quantos prefixos o equipamento sustenta ao longo dos próximos anos.
O primeiro critério é memória do plano de controle. A tabela global IPv4 passou de um milhão de prefixos e continua crescendo; some IPv6 e multiplique por cada trânsito full recebido, porque cada sessão mantém sua própria cópia na RIB. Um equipamento que aceita dois trânsitos completos hoje pode não aceitar três daqui a dois anos. O segundo critério é a FIB no hardware de encaminhamento, que é um limite físico e independente da RAM. Equipamento que estoura a FIB começa a encaminhar por software e a rede degrada de formas difíceis de diagnosticar.
Sessões de peering têm perfil diferente das de trânsito. No route server do PTT você recebe milhares de prefixos de centenas de participantes, e o custo está no processamento de atualizações e na aplicação de políticas, não no volume de encaminhamento. Filtragem de prefixos por IRR, validação RPKI das rotas recebidas e limites máximos por vizinho deixaram de ser opcionais — o ecossistema brasileiro é dos mais ativos do mundo em publicação de ROA, e um provedor sem validação simplesmente aceita rotas que seus pares já rejeitaram.
Do lado prático, o desenho mais comum em provedor brasileiro de porte médio é um par de roteadores de borda com trânsito e peering distribuídos entre eles, iBGP entre os dois, e o resto da rede com rota padrão. Isso evita levar tabela completa para dentro da agregação, que é onde os equipamentos são mais baratos e menos preparados. Se a borda for única, todo o peering vira ponto único de falha; se forem dois modelos diferentes, a operação dobra em complexidade. Padronize a dupla e dimensione as duas iguais.
Na compra, a boa notícia é que este é um segmento em que o mercado recondicionado certificado funciona muito bem: MX204, MX480 e ASR9001 têm circulação internacional constante e reposição previsível. Isso importa no Brasil, onde II, IPI, ICMS e PIS/COFINS incidem sobre o valor importado e o segundo roteador de redundância costuma ser o item mais difícil de aprovar no orçamento. Cotamos com condição e configuração explícitas, incluindo ópticas 100G, que raramente aparecem no cálculo inicial e sempre aparecem na fatura.
Critérios de seleção
O que realmente decide a compra. Envie estes dados na solicitação e a cotação sai dimensionada.
- Memória do plano de controle
- Cada trânsito full mantém sua própria cópia da tabela; dimensione por número de sessões completas, não por uma.
- Capacidade de FIB
- Limite físico do hardware de encaminhamento; estourar a FIB degrada a rede de forma difícil de diagnosticar.
- Sessões de peering previstas
- Route server do PTT mais peerings diretos; o custo está em processar atualizações e aplicar políticas.
- Validação RPKI e filtros IRR
- Validar origem das rotas recebidas e limitar prefixos por vizinho evita aceitar o que seus pares já rejeitaram.
- Portas de 100G disponíveis
- Conte trânsitos, PTT e enlace entre as duas bordas antes de escolher o modelo e as ópticas necessárias.
- Redundância da borda
- Duas bordas idênticas com iBGP entre elas evitam que o peering inteiro dependa de um único chassi.
Cenários típicos na América Latina
Entrar no IX.br com ASN próprio
Roteador com memória para tabela completa e folga de sessões para o route server do PTT metropolitano, que é o passo que mais reduz o custo por megabit de um provedor regional.
Receber um segundo trânsito completo
Trocar a borda que já opera no limite por uma plataforma capaz de manter duas ou três tabelas completas simultâneas, com margem de crescimento para os próximos anos.
Eliminar o ponto único de falha na borda
Duplicar o roteador de borda com um recondicionado certificado idêntico ao existente, mantendo iBGP entre os dois e distribuindo trânsito e peering.
Equipamentos para esta solução
Envie o part number e confirmamos disponibilidade, condição e prazo de entrega.
| Equipamento | Aplicação | Cotar |
|---|---|---|
| Juniper MX204MX204400 Gbps em 1U com quatro portas 100G; a borda de peering mais pedida por provedores regionais.Ficha técnica → | 400 Gbps em 1U com quatro portas 100G; a borda de peering mais pedida por provedores regionais. | Cotar |
| Juniper MX304MX304Geração recente para peering de alta densidade quando 100G já não basta e 400G entra no plano.Ficha técnica → | Geração recente para peering de alta densidade quando 100G já não basta e 400G entra no plano. | Cotar |
| Juniper MX480MX480Chassi modular para crescer em placas sem trocar a plataforma nem redesenhar o roteamento.Ficha técnica → | Chassi modular para crescer em placas sem trocar a plataforma nem redesenhar o roteamento. | Cotar |
| Cisco ASR9001ASR9001IOS XR compacto para agregação de assinantes e peering em operações padronizadas em Cisco.Ficha técnica → | IOS XR compacto para agregação de assinantes e peering em operações padronizadas em Cisco. | Cotar |
| Cisco ASR1002-XASR1002-XTabela completa e NAT em escala de operador no mesmo equipamento, útil em borda combinada.Ficha técnica → | Tabela completa e NAT em escala de operador no mesmo equipamento, útil em borda combinada. | Cotar |
| MikroTik CCR2216CCR2216Porta de entrada de baixo custo para BGP com 100G em provedores que estão começando no PTT.Ficha técnica → | Porta de entrada de baixo custo para BGP com 100G em provedores que estão começando no PTT. | Cotar |
Não encontrou o modelo? Envie o part number exato — trabalhamos também com equipamentos descontinuados e difíceis de encontrar.
Perguntas frequentes
O que as equipes técnicas perguntam antes de comprar.
Quanta memória preciso para receber tabela BGP completa?
O ponto não é um número único, e sim quantas sessões full você pretende manter: cada uma guarda sua própria cópia dos prefixos recebidos, e IPv6 soma. Informe quantos trânsitos completos vai receber, se serão IPv4 e IPv6, e quantos peerings no PTT, e confirmamos a configuração adequada.
MikroTik aguenta tabela completa de verdade?
As plataformas CCR mais recentes recebem tabela completa e são a entrada mais barata para BGP, o que explica sua presença enorme entre provedores brasileiros. O que muda em relação a Juniper e Cisco é convergência sob carga, granularidade de políticas e comportamento com muitas sessões simultâneas.
Vocês cotam as ópticas 100G junto com o roteador?
Sim, e é recomendável incluir desde o início, porque costumam ser esquecidas no orçamento. Informe o tipo de porta, a distância do enlace e o padrão exigido pelo PTT ou pela operadora de trânsito, por exemplo QSFP28 100G LR4 para 10 km, e entram na mesma cotação.
Preciso de dois roteadores de borda desde o começo?
Não desde o primeiro dia, mas planeje o segundo antes de o peering virar receita. Comprar a segunda unidade recondicionada certificada, idêntica à primeira, é a forma mais barata de eliminar o ponto único de falha sem redesenhar nada nem retreinar a equipe.
Cotar: Equipamentos para BGP e peering
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