CGNAT para provedores
Com IPv4 a 25–30 dólares por endereço, CGNAT deixou de ser alternativa e virou a base de crescimento de qualquer provedor brasileiro.
- Empresa em Miami, Flórida
- Exportamos para toda a América Latina
- Equipamentos novos e recondicionados certificados
- Garantia e suporte técnico
- Atendimento em português, espanhol e inglês
- Cotações rápidas
A conta que empurra todo provedor brasileiro para o CGNAT é simples. O LACNIC esgotou o pool geral de IPv4 em 19 de agosto de 2020. No mercado secundário o endereço custa entre 25 e 30 dólares, o que coloca um /24 entre 6.400 e 7.700 dólares — antes de qualquer tributo de importação de serviço ou custo de transferência. Um provedor que cresce mil assinantes por ano não consegue justificar essa despesa recorrente. O CGNAT converte um problema de compra de ativo em um problema de dimensionamento de equipamento, e esse é resolvível.
Dimensionar CGNAT por banda é o erro mais frequente. O que satura a plataforma são sessões simultâneas na tabela de tradução, não gigabits. A referência prática é de 100 a 200 sessões por assinante residencial ativo, com picos bem maiores em domicílios com muitos dispositivos, TV conectada e jogos. Multiplique assinantes ativos por essa faixa e você tem o número que precisa consultar na folha de dados. Depois disso, verifique memória disponível para a tabela de conexões e o comportamento do equipamento sob carga real, não sob número de marketing.
A alocação de portas é a decisão de projeto que separa uma implantação tranquila de um pesadelo de suporte. Alocação determinística por blocos de portas, em vez de dinâmica, reduz drasticamente o volume de registros gerados e simplifica a identificação de assinante. Isso importa no Brasil porque o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) obriga o provedor de conexão a guardar registros por um ano, e com CGNAT o endereço IP público sozinho não identifica ninguém: é preciso registrar também a porta de origem e o instante. Sem blocos determinísticos, o volume de log fica caro e frágil.
CGNAT quebra coisas, e é melhor saber quais antes de o suporte descobrir. Encaminhamento de portas deixa de funcionar, servidores caseiros e câmeras deixam de ser acessíveis de fora, alguns jogos e clientes de compartilhamento entram em NAT restrito, e serviços de geolocalização podem classificar o assinante na cidade errada. A mitigação padrão é oferecer IP público dedicado como produto pago para quem precisa, e listas de exceção para clientes corporativos. Isso deve estar no plano comercial desde o começo, não improvisado depois.
O CGNAT é ponte, não destino. O caminho que efetivamente reduz pressão sobre a tabela é IPv6 nativo em pilha dupla: com boa parte do tráfego de vídeo e nuvem já disponível sobre IPv6, o volume que passa pelo tradutor cai de forma expressiva e a mesma plataforma sustenta muito mais assinantes. Na compra, dimensione o CGNAT considerando a adoção de IPv6 prevista para os próximos dois anos, e não o cenário só-IPv4. Cotamos MikroTik, Juniper e Cisco para essa função, com a condição de cada equipamento sempre declarada.
Critérios de seleção
O que realmente decide a compra. Envie estes dados na solicitação e a cotação sai dimensionada.
- Sessões simultâneas por assinante
- Use de 100 a 200 sessões por assinante residencial ativo; é a métrica que dimensiona a plataforma.
- Tamanho da tabela de tradução
- Multiplique assinantes ativos pela faixa de sessões e compare com a capacidade real de tabela do equipamento.
- Alocação de portas
- Blocos determinísticos por assinante reduzem volume de registros e simplificam a identificação em qualquer requisição.
- Guarda de registros
- O Marco Civil exige um ano de registros; com CGNAT é preciso associar endereço, porta de origem e horário.
- Adoção de IPv6
- Quanto mais tráfego nativo em IPv6, menos passa pelo tradutor e mais assinantes cabem no mesmo equipamento.
- Exceções comerciais
- Preveja IP público dedicado como produto pago para quem precisa de porta aberta ou acesso remoto.
Cenários típicos na América Latina
Crescer assinantes sem comprar blocos IPv4
Substituir a compra recorrente de endereços no mercado secundário por uma plataforma de tradução dimensionada por sessões, com custo único e vida útil de vários anos.
Separar o CGNAT do BNG
Tirar a tradução do roteador que termina as sessões PPPoE evita que um pico de conexões degrade a autenticação, e permite escalar as duas funções de forma independente.
Preparar a rede para auditoria e requisições
Alocação determinística de blocos de portas com registro consistente de endereço, porta e horário reduz o custo de armazenamento e o tempo de resposta a qualquer solicitação legal.
Equipamentos para esta solução
Envie o part number e confirmamos disponibilidade, condição e prazo de entrega.
| Equipamento | Aplicação | Cotar |
|---|---|---|
| MikroTik CCR2116CCR211616 núcleos ARM: a plataforma de CGNAT mais cotada por provedores brasileiros em crescimento.Ficha técnica → | 16 núcleos ARM: a plataforma de CGNAT mais cotada por provedores brasileiros em crescimento. | Cotar |
| MikroTik CCR2216CCR2216Portas 100G e mais folga de tabela para provedores que já passaram das dezenas de milhares de assinantes.Ficha técnica → | Portas 100G e mais folga de tabela para provedores que já passaram das dezenas de milhares de assinantes. | Cotar |
| MikroTik CCR2004CCR2004Entrada de gama para provedores pequenos que precisam de CGNAT e BGP no mesmo equipamento.Ficha técnica → | Entrada de gama para provedores pequenos que precisam de CGNAT e BGP no mesmo equipamento. | Cotar |
| MikroTik CCR1072CCR107272 núcleos e oito portas 10G; plataforma clássica ainda em operação e muito buscada como reposição.Ficha técnica → | 72 núcleos e oito portas 10G; plataforma clássica ainda em operação e muito buscada como reposição. | Cotar |
| Juniper MX204MX204Quando a tradução precisa conviver com borda BGP e serviços em um único equipamento de 1U.Ficha técnica → | Quando a tradução precisa conviver com borda BGP e serviços em um único equipamento de 1U. | Cotar |
| Cisco ASR1002-XASR1002-XNAT em escala de operador com tabela BGP completa, para redes já padronizadas em IOS XE.Ficha técnica → | NAT em escala de operador com tabela BGP completa, para redes já padronizadas em IOS XE. | Cotar |
Não encontrou o modelo? Envie o part number exato — trabalhamos também com equipamentos descontinuados e difíceis de encontrar.
Perguntas frequentes
O que as equipes técnicas perguntam antes de comprar.
Como calculo o tamanho da plataforma de CGNAT?
Multiplique os assinantes ativos por 100 a 200 sessões simultâneas e compare com a capacidade de tabela do equipamento, deixando margem para pico e crescimento de 24 meses. Envie quantidade de assinantes, pacote médio contratado e adoção atual de IPv6 e orientamos o modelo.
O CGNAT atende às obrigações de guarda de registros?
A obrigação de guardar registros de conexão por um ano é do provedor, definida pelo Marco Civil da Internet. Do ponto de vista técnico, o ponto é conseguir associar endereço público, porta de origem e horário ao assinante; alocação determinística por blocos de portas é o que torna isso viável em volume.
Devo colocar o CGNAT no mesmo equipamento do BNG?
Em provedor pequeno funciona e economiza. A partir de alguns milhares de assinantes, separar reduz risco: um pico de sessões deixa de afetar a autenticação e cada função pode crescer no seu ritmo. A separação também simplifica manutenção sem derrubar tudo.
Ainda vale investir em CGNAT se estou migrando para IPv6?
Vale, e as duas coisas se complementam. IPv6 nativo reduz o tráfego que atravessa o tradutor e faz a mesma plataforma durar muito mais, mas ainda há destinos só-IPv4. Dimensione o CGNAT já contando com a adoção de IPv6 prevista para os próximos dois anos.
Cotar: CGNAT para provedores
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